19 de nov de 2013

Mundo Virtual x Mundo Real

Li um texto, que minha amiga Luanda compartilhou no Facebook, que vai muito de encontro ao que penso. E, sinceramente, tenho vontade de mandar à lua (para não dizer para outro lugar), quem responde com um "ahhh mas quando for o seu vai ser diferente!", por isso, é o tipo de opinião que, raramente, divido com as pessoas. 

Uma das partes que mais me chamou a atenção está quase no final do artigo, a qual reproduzo abaixo:

As experiências no mundo real são muito importantes para as crianças pequenas. A jardinagem é uma grande atividade interessante, pois elas plantam e vêem as plantas crescerem. Passeios ao ar livre e visitas a museus e aquários também ajudam a colocar as crianças em contato com a natureza. Não vejo nenhuma justificativa para colocá-las em esportes organizados ou individuais durante os anos de pré-escola. Por outro lado, as crianças pequenas devem ter a oportunidade de brincar com os amigos a seu próprio modo e com suas invenções. Disponibilizar acessórios como roupas, chapéus e sapatos para serem utilizados por elas em representações teatrais também são muito úteis. Em faixas etárias mais avançadas, precisamos monitorar a televisão e o envolvimento com a Internet e insistir para que as crianças tenham períodos de intervalo a fim de brincar com seus próprios recursos. Estabelecer um horário semanal para brincar em família é outro modo de garantirmos que as crianças aprendam as habilidades sociais e intelectuais oriundas de brincar no mundo real, dedicado a jogar, fazer uma tranqüila refeição em família ou visitar um parque, museu ou zoológico.

Isso ai acima, para mim, é a descrição da minha infância. E olha, minha mãe trabalhava fora, eu estudava meio período e ficava o resto na minha avó (que já tinha se aposentado), mas minha avó, não ficava babando ovo em cima de mim ou da minha irmã. TV era coisa de adulto. Não existia videogame.

Não estou julgando ninguém. Veja bem. O blog e a opinião é MINHA! Acho sim, que tem momentos que a tal da Galinha Pintadinha ajuda; que um jogo eletronico mais elaborado também. Mas acho que tudo, TUDO, tem que ter limite. 

Outro dia li uma matéria, que dizia sobre incentivarmos o tédio na criança, pois é do tédio que as idéias criativas saem. E lembrei, de novo, da minha infância. Tive a sorte de morar a vida toda em casa. Brincava na rua, no quintal. E quando chovia? Era quintal da minha casa ou de algum vizinho e o que tinha pra fazer? POHA NENHUMA!!! Ai inventava! E saiam várias brincadeiras legais.

E também acho que são os pais que devem ser os maiores estimuladores da crianças. E também li, há algum tempo e não lembro onde, um blog cujo pai dizia que a maior e mais difícil missão de ser pai é quebrar o coração de seu filho. Que sim, são os pais que devem dizer os "nãos" mais importantes e partir o coração de seu filho, pois a sociedade que o espera, é muito mais cruel do que não deixar passar a noite na casa do coleguinha, por que foi desobediente. 

E então. Para finalizar, concordo com o final do artigo, o qual também reproduzo abaixo:

O mundo virtual da tecnologia moderna está aqui para ficar, e as crianças certamente precisam aprender a viver e operar nele. Meu argumento é apenas que elas precisam aprender e operar no mundo real antes de começar a viver e lidar com o mundo virtual. É preciso ter raízes alem de asas. Brincar de verdade dá à crianças as raízes; o brincar virtual lhes dá suas asas. Elas precisam de ambas e na ordem certa.

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